Governador do Alasca ordena investigação sobre dois candidatos ao Senado com o mesmo nome
O governador do Alasca ordenou uma investigação sobre a presença de dois candidatos com nomes idênticos nas cédulas eleitorais do estado para as eleições legislativas de meio de mandato dos Estados Unidos, após acusações de que os democratas buscaram um candidato com o mesmo nome do principal candidato republicano.
Dan J. Sullivan, o candidato democrata, é um professor aposentado de uma comunidade pesqueira remota que aparece na cédula ao lado da candidata de seu partido ao Senado, Mary Peltola.
A postulante é a adversária direta de Dan S. Sullivan, atual senador republicano pelo Alasca, que busca um terceiro mandato.
No Alasca, os eleitores podem classificar os candidatos nas cédulas por ordem de preferência (até quatro opções), o que poderia levá-los a assinalar por engano o nome do democrata, retirando, assim, votos do Sullivan republicano.
O democrata pediu expressamente às autoridades eleitorais para ser registrado como "Dan Sullivan", sem especificar sua filiação partidária, o que poderia aumentar a confusão.
O jornal The New York Times revelou que o Sullivan democrata foi escolhido justamente porque seu nome é idêntico ao de seu adversário.
O governador Mike Dunleavy, republicano, classificou o suposto recrutamento desse "candidato de fachada" como uma tentativa de "confundir deliberadamente os eleitores e desviar seus votos".
Em uma publicação na rede social X, na noite de quarta-feira (28), Dunleavy afirmou que havia ordenado ao Departamento de Segurança Pública do estado que investigasse "se esse plano violou as leis do Alasca e se cabe apresentar acusações criminais ou ações civis".
O Departamento de Justiça federal, do governo de Donald Trump, já havia anunciado uma investigação.
O New York Times informou na quarta-feira que assessores da candidata democrata ao Senado Mary Peltola haviam recrutado secretamente candidatos de fachada.
Trump exigiu na quarta-feira que Peltola e o homem que chamou de "Dan Sullivan FALSO" fossem retirados da cédula eleitoral. "Para mim, isso é fraude eleitoral no mais alto grau", afirmou.
Daniel J. Sullivan disse que entrou na disputa pelo Senado por vontade própria.
A ex-coordenadora de campanha de Peltola, Elisa Rios, disse ao New York Times que a candidata estava "definitivamente ciente" do projeto, mas não participou diretamente.
Em junho, a Suprema Corte do Alasca confirmou o direito do professor aposentado de concorrer, rejeitando as tentativas dos republicanos de retirá-lo da cédula eleitoral.
V.Sedlak--TPP